sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O Mar

O MAR

Por que o mar sussurra ; nunca compartilha, e quando tenta falar agredi com a dimensão de sua força, prepotência ou vontade em mostrar que é forte e resistente, será que por sua tamanha ousadia é que o espírito do Senhor pairava sobre o mar, e que a terra era vazia,mas mesmo assim o bravio mar encantava o nada, ou o nada já era o mar. Natural e imponente, grandioso e melódico assim se destaca ante aos que dele usufrui. Sua sonoridade diante ao rochedo estremece, entristece, mas, contudo enobrece tamanha é a sua maestria ... pelos ares se vão a brisa de suas notas extraídas em duros choques entre o rígido e o suave cria-se o sonoro que se perde ao vento disperso em matas verdejantes quebrantadas pelo silencioso assoreamento que ao longo de suas marginais encostas e que a cada dia seu território está a devastar.
Grandes ou pequenas poderiam ser as histórias do mar, você em meio ao mar não é nada, porém o mar a sua frente é uma imensidão. O amigo mar pode te levar de um lugar ao outro em segurança,mas, também pode distanciar você e deixá-lo a deriva. Assim é o nosso universo interior, em algumas situações o infinito pode ser uma coisa perto e a sombra algo distante. O mar diante do criador, é criatura ou quase nada. Também nossa emoção em detalhes nos fragiliza, por decompor coisas grandes que nunca imaginamos que pode se agigantar circunstancialmente e isso nunca consideramos, a menos quando estamos prestes a vivenciarmos uma crise, pois é o que vai testar se estamos realmente em equilíbrio, ou se diante da adversidade já entramos em crise, que situa-se um andar a baixo ou acima do conflito, este sim, responsável por grande parte dos transtornos depressivos existentes em nossa sociedade já diluída pelo stress diário. Nos últimos anos, ou seja a cerca de 30 anos para cá a estrutura familiar deu um enorme salto em sua formação. O avanço é uma conseqüência, mais cedo ou mais tarde haveria de chegar, a questão é que o núcleo familiar não estava preparado para tamanho avanço e o resultado hoje é uma busca da identidade familiar acelerada em descompasso ao período em que a evolução foi frenética, se dá de maneira como se humanidade toda se descobrisse plantando açúcar e de repente descobre falta orientação agrônoma daí nos tornamos uma sociedade sem referencia de valores básicos, voltando a ser disfuncional. E agora o que fazer? Nem tudo está perdido, sabemos que a sapiência do homem foi desenvolvida por Deus, logo quando estimulado conseguimos a reagir, e isto pode ser feito de forma a desencadear uma cadeia de processos sistemáticos que ocasionam transformações, e afinal é isso que queremos, a dificuldade está em se ter vontade política para que as coisas aconteçam. Timidamente, isto já vem ocorrendo por parte das instituições governamentais, porem há necessidade de investimento mais intenso. Mas, voltemos ao acalanto da poesia do balanço do mar, com seu jeito discreto nos embala ao sono, se tudo em paz é doce a sua presença, quando em ressaca não respeita limites, mesmo as impostas pelo homem. Chega e se mostra como obra prima do criador,não aceitando a visão limitada do homem. A natureza por si, em cadeias respeita a auto-mutação e portanto não se agredi, nós humanos, ferimos até a quem juramos profundo amor.
Pr.Paulo Silva



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